O uso da inteligência artificial pelos órgãos de controle externo


Diariamente robôs dos tribunais de contas são utilizados a fim de rastrear falhas e fiscalizar licitações, subsidiando ações de controle. O enorme volume de informações, documentos e dados no âmbito dos tribunais requer grande esforço por parte dos servidores, que buscam utilizar esses recursos de maneira apropriada no processo de tomada de decisão.


É aí que entra a inteligência artificial, que consegue detectar padrões de qualquer tipo em textos, imagens ou qualquer outra fonte de dados, auxiliando os auditores nesse processo. O TCU foi pioneiro no uso de diversas dessas tecnologias no controle externo. Veja alguns robôs que o TCU utiliza para identificar e combater as irregularidades:


Mônica (Monitoramento Integrado para o Controle de Aquisições) possibilita ao auditor visualizar dados como a visão do órgão contratante, os fornecedores que são mais contratados e os tipos de serviço mais utilizado.


Sofia (Sistema de Orientação sobre Fatos e Indícios para o Auditor) é uma ferramenta que provê informações ao auditor no momento da elaboração de documentos de controle externo. Por meio desse sistema é feita revisão nos relatórios de auditoria e instruções em geral, além de ser efetuada busca de correlação das informações neles constantes.


Alice (Análise de Licitações e Editais), uma parceria com a CGU, trabalha diariamente analisando editais de licitações feitos por todos os órgãos federais.


Carina (Crawler e Analisador de Registros da Imprensa Nacional) rastreia diariamente tipologias (possibilidades de inconsistências) nas informações de aquisições governamentais extraídas de publicações no Diário Oficial da União


Adele (Análise de Disputa em Licitações Eletrônicas) traz um painel da dinâmica de cada pregão eletrônico, sendo efetuados filtros que permitem que se sejam analisados todos os lances de modo cronológico e todas as informações acerca das empresas participantes.


Fonte: TCU, irbcontas.org.br e Revista TCE-GO